A diástase abdominal é a separação dos músculos retos do abdômen, geralmente associada ao aumento da pressão intra-abdominal — comum após gravidez, ganho de peso significativo ou exercícios de alta intensidade, mas que também pode afetar homens e mulheres sem esses fatores. Sinais comuns incluem abaulamento na região abdominal, dor lombar e hérnias abdominais associadas (umbilicais ou epigástricas).
Embora casos leves possam ser tratados com fisioterapia, a cirurgia costuma ser considerada quando a separação é significativa (geralmente acima de 2,5 cm) ou há sintomas associados, como dores e hérnias. Técnicas cirúrgicas incluem SCOLA (abordagem laparoscópica subcutânea onlay, minimamente invasiva, recuperação rápida), MILA (abdominoplastia linear minimamente invasiva, combinando correção muscular e lipoaspiração) e eTEP (indicada para casos complexos, incluindo hérnias maiores, preservando o revestimento interno do abdômen).
Cuidados comuns no pós-operatório incluem evitar esforços físicos intensos nas primeiras semanas, uso de malha compressiva, e retorno gradual às atividades físicas após liberação médica. Pode-se combinar com tecnologias de retração de pele, como Argoplasma ou Renuvion, quando indicado.
Os benefícios da correção cirúrgica vão além da estética: podem incluir melhora funcional (redução de dores lombares, maior suporte abdominal) e prevenção de complicações associadas, como hérnias.
Dr. Luiz Segundo · CRM-ES 13.385 · RQE 10.439 · Cirurgião Geral
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