A decisão de realizar uma cirurgia de diástase traz benefícios funcionais e estéticos. Quando há planos de uma nova gravidez, costuma-se recomendar que a paciente finalize suas gestações antes do procedimento, já que a gestação exerce grande pressão sobre os músculos abdominais e pode causar reaparecimento da diástase mesmo após a cirurgia.

Realizar a cirurgia após a última gravidez tende a proporcionar resultados mais duradouros. Uma gestação após cirurgia prévia pode envolver considerações adicionais, como qualidade de cicatrizes, efeito da abdominoplastia sobre o crescimento uterino, e possíveis aderências na região abdominal — por isso, quando a gestação ocorre após a cirurgia, o acompanhamento médico rigoroso (obstetra e cirurgião) é importante durante toda a gravidez, incluindo planejamento cuidadoso do tipo de parto.

Se houver dúvida sobre ter mais filhos, uma opção é adiar a cirurgia até que o planejamento familiar esteja concluído, usando esse período para fortalecer a musculatura abdominal com fisioterapia e gerenciar sintomas com suporte como cintas.

Conclusão: o momento certo para a cirurgia de diástase é uma decisão individual. Se há planos de nova gestação, essa consideração deve ser discutida com o cirurgião e o obstetra para alinhar as melhores condutas.


Dr. Luiz Segundo · CRM-ES 13.385 · RQE 10.439 · Cirurgião Geral

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