A gestação traz mudanças ao corpo da mulher, especialmente à parede abdominal. O crescimento do bebê exige adaptação muscular e do tecido conjuntivo, podendo levar ao afastamento dos músculos retos abdominais (diástase abdominal). Esse afastamento pode ser agravado pelo número de gestações, aumentando também o risco de hérnias abdominais. A cada gestação, sem tempo suficiente de recuperação, os músculos podem se enfraquecer ainda mais. Com o afastamento muscular, a parede abdominal perde parte de sua função de contenção, favorecendo hérnias umbilicais, epigástricas e incisionais (esta última mais comum após cesarianas). Estratégias preventivas incluem fortalecimento da musculatura abdominal antes da gravidez, fisioterapia especializada no pós-parto, evitar esforço excessivo nos primeiros meses e acompanhamento médico. Quando a diástase e as hérnias persistem, tratamentos incluem fisioterapia, cirurgia minimamente invasiva, abdominoplastia associada à correção da diástase, e técnicas de retração de pele. O acompanhamento especializado ajuda a preservar a funcionalidade e a estética da parede abdominal a longo prazo.
Dr. Luiz Segundo · CRM-ES 13.385 · RQE 10.439 · Cirurgião Geral
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